VOTE – melhor de 2009 (concluído)

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Blog Casarei – post da Jess Diniz

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Para quem conhece o mundo do blog, sabe o quanto é legal e importante a troca de informações. Foi por isso que aconteceu algo que me pegou de surpresa. O blog da amiga blogueira de minha esposa Jess Diniz publicou uma matéria sobre o meu casamento (e da Kaká Monteiro) e logo após se interessou mais e postou sobre meu trabalho.

Realmente adorei e, pra quem gosta de ler boas matérias, inspiradas por escritores que dão sua opinião de coração, deve visitar o site Casarei. Confira o material do casamento e muito mais passeando pelos posts.

Espero que gostem. Abraço.

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Site de Casamento

O site do casamento é algo que sempre fica por último. Como a verba sempre é menor que o orçamento desejado, o site acaba sendo deixado de lado ou feito em sites gratuitos.

Não que tenha qualquer problema com isso, tem gente que não dá bola pra essas coisas. Mas eu gosto de escolher bem, e junto com minha (então) noiva, buscamos um padrão visual que tudo combinava. As flores tinha as cores do material gráfico que combinavam com o site. As fotos do telão passavam imagens do Chá-Bar (despedida do casal). Tudo tinha harmonia. Mas isso é assunto de um antigo post (+info)

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Wedding Design – design para casamento

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Hoje resolví postar sobre criação para casamento. É um envolvimento tão grande e tão prazeroso. Vou tentar passar a paixão que senti por este trabalho que adoro fazer (talvez um dos meus preferidos).

Bem, tudo começa no monograma. O casal deve ter um. Para este monograma eu fiz uma grande pesquisa. Fui atrás de fontes, busquei livros, perguntei pra pessoas que viveram numa época onde não existiam computadores. Foi aí que me caiu a ficha! Apaixonado por futebol, busquei brasões que fossem como eu imaginava o monograma, com letras desenhadas, únicas que se entrelaçam. Assim como o casal, as letras pra mim deveriam estar unidas, uma interagindo com a outra de forma harmônica. Apesar de ser gremista “desde criancinha”, é verdade, lembrei de brasões como do Flamengo, Fluminense e, pasmem, o inter também. Continuei em busca até que achei alguém de pode me ajudar. Antigamente estas letras e monogramas eram desenhados como exercício. As mulheres eram “muito prendadas” e bordavam, pintavam, e trabalhavam muito este lado manual e artístico. Consegui uma rica fonte com livros de monograma (o que as traças ainda não tinham devorado), papéis desenhados, raascunhos, muita coisa sensacional. Claro que as 3 letras que eu procurava não existiam alí. Ou melhor, apenas uma delas. Então repeti o exercício e juntando 2 letras difetentes mais uma pitada de habilidade para desenho (o que Deus me deu) eu pude criar um monograma lindo, bem como imaginava (e original).

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Primeiro passo efetuado com louvor. Agora eu queria achar uma linguagem visual, precisava criar elementos que pudessem me fomentar para criar diversas peças diferentes, mas que fossem similares e uma remetesse à outra. Imaginei um floral. Até aí nada demais, mas onde conseguir esse floral sem que onerasse este trabalho (uma vez que seria usado em tudo)? Mais uma vez decidi criar a punho próprio e desenhar. Mas precisava de referência. Precisava ver florais, estampas, tudo. Pesquisei tecidos, almofadas, cortinas, texturas no internet, papéis de parede, arabescos da grécia, os originais arabes, florais milenares e todo tipo de fonte que pude ter acesso. Foi aí que vi uma foto, bem no topo da capa da Folha de São Paulo, onde falava que a china se preparava para jogos olímpicos, mas era uma foto tipo 3x5cm, naquelas chamadas para as matérias internas do jornal que ficam lá em cima, sem muito destaque. Poisé, lá tinha a foto de Beijing, com uns tapumes em locais públicos que escondiam e protegiam as obras do dia-a-dia da cidade. Nesses tapumes ví uns florais que me encantou. Eram diferentes, harmônicos e no estilo que imaginava. Não os copiei (até porque era muito pouco que eu tinha como referência) mas reproduzi algo inspirado ali.

Bem, o próximo passo é definir as cores com a noiva e listar as peças obrigatórias e algumas sugestões (claro). Trabalhamos tudo no rosa, amarelo champanhe (e ouro as vezes) e marrom chocolate quando precisamos de contraste, de boa leitura. As rosas eram o tema da festa que foi decorada somente com rosas, sem folhas, muitas e muitas rosas (a cor da noiva). O amarelo champanhe é a cor base, suave e não é a toa que o casamento foi regado somente a champanhe. O amarelo ouro (locais como hot-stamping do convite) remete à aliança de ouro, metal nobre e valioso. O chocolate é a cor usada para dar leitura nas peças, uma vez que o rosa suave em cima de um amarelo champanhe ficaria muito ruim de ler um cardápio (por exemplo). O chocolate estava farto na mesa de doces onde o noivo fez questão que abundasse este sabor (deixando os doces de ovos e outros em minoria). Enfim, a escolha das cores foi muito feliz.

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Porém vou abrir um pequeno parêntesis. O save-the-date (reserve esta data) que era uma novidade que a noiva trazia. Um aviso pra que as pessoas não agendassem nada neste período que o convite oficial estava por vir. Foi apenas um teaser em papel importado, serigrafia e num toque suave que causou impacto. O envelope tinha em alto-relevo o monograma e o nome escrito por um calígrafo na cor: chocolate, claro. Muitos acharam até que era já o convite do casamento. Ali foi divulgado o site (que também foi uma novidade pelo nível de personalização e conteúdo que está no ar ainda hoje).

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Voltando ao convite, não podia deixar de ser uma peça-chave. Foi confeccionado com papel importado, duplado, estampado que chamam alguns de “almofada”, serigrafia E hot-stamping (dourado metálico) como o detalhe na foto. Mas isto não bastava. Queria mais. Queria algo singular, único, clássico. O clássico imponente, não fora de moda ou do passado. Desenvolví um clichê e importei cera pra selar o convite ao melhor estilo nobre, real.

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Bem, poderia escrever um imenso conteúdo, como cheguei em cada peça, cada solução. Mas o importante é que uma festa tão especial, única deve ser tratada assim. São coisas que ficarão pra sempre, lembranças eternas. Não econimize. Não terás como voltar atras e refazer. Faça o máximo, pense com carinho e busque alguém criativo e comprometido para contribuir.

Neste casamento até o rótulo do champanhe foi criado.

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A caixa dos banheiros (masc e fem – primeiros socorros como batom, engov, band-aid, meias, cotonetes, aspirina).

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Detalhes do programa.

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Cardápio.

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Iniciais da Noiva na sola do sapato.

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Capa para os votos.

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Cone para pétalas.

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Molde para detalhe em canela na borda do prato.

Na verdade existe tanta coisa que podemos personalisar um casamento, isto não precisa representar um custo, isso é um investimento. Ao invés de se estressar com tanta coisa para fazer, se preocupe em delegar isto a quem pode dar este suporte.

Bem, estas foram apenas algumas dicas. Muitas outras não postei e uma infinidade nem sairam do âmbito do projeto e planejamento.

contato: luizpmonteiro@gmail.com

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